sexta-feira, 13 de junho de 2014

Abertura da Copa de 2014 decepciona. Esperava muito mais.

Desde que ficou definido que a Copa de 2014 seria no Brasil, fiquei imaginado o espetáculo que fariam na abertura. Não poderia ser menos do que isso, um espetáculo. Sim, eu sei que as aberturas das Copas do Mundo são bem mais simples que aberturas de Jogos Olímpicos, mas não justifica o que vimos no Itaquerão.

A ideia era fazer uma homenagem ao Brasil e aos seus tesouros: a natureza, as pessoas e o futebol. Não estou criticando aqui o tema escolhido, tão pouco o figurino que achei bem adequedo e elaborado, fugindo das previsíveis passistas de escola de samba. Bonito mesmo. Por falar em samba, mostraram a diversidade do ritmo do nosso país, excelente, atingiram o objetivo. Só esperava que tivesse mais gente...

Abertura da Copa 2014: faltou gente!

A informação que tive, que é extra oficial e não consegui confirmação, é que a FIFA determinou que não poderiam ter mais do que mil pessoas para não comprometer o gramado, já que aconteceria o jogo logo em seguida. De fato foram feitos diversos testes com os elementos usados na cenografia. As pernas de pau usadas pelas "Araucárias", por exemplo receberam uma proteção para não furar a grama.



Mesmo com essa informação não sendo oficial fico me perguntando, se podiam ter até mil pessoas por que só haviam 660? Sim, 600 bailarinos e 60 ginastas. Por cuiriosidade fui checar a quantidade de pessoas na apresentação da Copa da África 2010 e foram 1200 participantes.

Outro ponto bastante intrigante e que me causa ainda maior estranheza é que um país que organiza espetáculos anuais da magnitude dos desfiles de escola de samba e Festival de Parintins, faz uma aprensentação assinada pela coreógrafa belga Daphné Cornez e pelo diretor italiano Franco Dragone, ex-Cirque du Soleil. Precisava ser alguém de fora? Será que ninguém cogitou juntar meia dúzia de carnavalescos para essa criação?

A aprensentação não foi ruim, como eu já disse, mas foi muito mal dimensionada para o espaço. Até a enorme bola de led, que por que sinal, foi obra da empresa de um colega de infância, parecia pequena. No Ginásio do Ibirapuera teria sido perfeito, mas estamos falando de um estádio enorme. O tal do diretor italiano não atentou para esse pequeno detalhe?


E o tão esperado pontapé inicial do paraplégico usando um exoesqueleto, que poderia ser o ponto alto da apresentação? Quase ninguém percebeu!!! Para ajudar, na transmição da Globo, os 16 segundos que duraram o chute, foram dividos na tela com a chegada da Seleção Brasileira ao estádio.



Em relação ao Grand Finale, o show com Cláudia Leite, Jennifer Lopez e o rapper Pitbull, foi razoável (vamos combinar que a música “We are one”, tema da Copa do Mundo não ajuda muito). Exceto pela péssima dublagem, nada contra a presença de artistas estrangeiros, a Copa é do Mundo e ao contrário das muitas críticas Cláudia Leite cumpriu com seu papel.



A decepção pela abertura da Copa de 2014 não foi só minha, foi grande a repercusão na mída nacional e também na internacional. Essa entra para a história como mais uma história da série Vitrine ou Vidraça. Infelizmente, mais uma vez, vidraça.

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